domingo, 5 de julho de 2015

Globalização - Os "comunistas" no Brasil - parte III

          Como vimos na postagem anterior, os que tentam impor o "comunismo" aos brasileiros, não descansam, eles falam muito da ditadura, mas não dizem nada sobre o terrorismo que praticaram, sobre os milhões de assassinatos que praticaram, muito menos que estavam e estão a serviço da oligarquia, os "lideres" não dizem isto aos seus cegos seguidores, apenas falam do oásis da vida boa.

          Continuamos nestas informações da terceira tentativa de tomada do poder:
     
          Vamos ao fatos desta 17ª postagem.
                                                                                                                                                             Jorge Barreto
    

1966

 Em fins de março de 1966, no Rio de Janeiro, o PC do B realizou uma reunião do Comitê Central, na qual foi aprovado o documento "O Marxismo-Leninismo Triunfará na América Latina (Carta Aberta a Fidel Castro)".

 Em junho, no Rio de Janeiro, a VI Conferência Nacional do PC do B aprovou o seu estatuto e as resoluções políticas, estabelecendo a estratégica e a tática "União dos Brasileiros para livrar o País da Crise, da Ditadura e da Ameaça Neo colonialista", na qual o PC do B amplia e detalha o documento de agosto de 1964.

 O principal aspecto desse documento é o chamamento à guerra popular e à luta armada revolucionária no campo.

"É imprescindível preparar-se para a luta armada, forma mais alta da luta de massas".


"A luta revolucionária em nosso país assumirá a forma de guerra popular (...) que implica na necessidade (sic) de organizar as forças armadas do povo, a partir de pequenos núcleos de combatentes, no amplo emprego da tática de guerrilha e na criação de bases de apoio ao campo".

 Em junho, pressionado e procurando dar uma justificativa à ala radical, o Comitê Central do PCB realizou uma reunião, tinha o encargo principal de preparar o Partido para a luta armada. No mês seguinte, enviou dez militantes para realizarem um curso de guerrilhas em Moscou.
Em 10 de dezembro de 1966, Carlos Marighella, um dos lideres da "Corrente Revolucionária", contando com o apoio do PC cubano, enviou uma "carta à executiva", na qual renunciava à Comissão Executiva do PCB (ainda permanecendo no Comitê Central) e demarcava a sua postura revolucionária.

"O contraste de nossas posições políticas e ideológicas é demasiado grande, existe entre nós uma situação insustentável".

"(...) desejo tornar público que minha disposição é lutar revolucionariamente junto com as massas (...)".


1968

 A conjuntura internacional mexia com as cabeças da juventude brasileira.

 A Revolução Cultural Chinesa espalhava os "livrinhos vermelhos" de Mao Tsé-tung.

 O Movimento Estudantil atuava intensamente no Uruguai e no México. As guerrilhas de concepção cubana ocupavam as matas da Bolívia, da Venezuela e da Guatemala. E fundamentalmente, florescia a figura de Guevara, o "novo" herói americano.

 Não foi surpresa, portanto, a radicalização dos estudantes brasileiros, que, havia alguns anos, sofriam influência das organizações comunistas. Se a ano anterior fora marcado pela atomização das esquerdas, com sucessivos "rachas" no PCB e na POLOP, o ano de 1968 caracterizou-se pelo surgimento formal de um grande número de organizações comunistas que pregavam a luta guerrilheira. Os jovens já possuíam diversas opções para desaguar suas pretensões em favor das ações armadas.

 Das quase duas dezenas de organizações comunistas já existentes ou então formadas, oito foram as mais importantes para o Movimento Estudantil, particularmente, na direção das agitações de rua: a Ação Popular (AP), o Núcleo Marxista-Leninista (NML), a Dissidência da Guanabara (DI/GB), a Dissidência das Dissidência (DDD), o Comando de Libertação Nacional (COLINA), o Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR), a Vanguarda Popular Revolucionária (VPR) e a Ala Marighella (futura ALN).

 No dia 16 de julho de 1968, houve a ocupação das fábricas Cobrasma e Lonaflex. Foram paralisadas a Barreto-Keller e a Alves e Reis, num movimento que pretendia atingir a Brown-Bovery, a Braseixos, a Osran e a Cimaf. Colocando barricadas nos portões e aprisionando os diretores e engenheiros como reféns, os operários fizeram as suas reivindicações: ... .

 Logo depois, eram desalojados da sede do Sindicato dos Metalúrgicos os operários da Barreto-Keller e da Alves e Reis, que lá se haviam homiziado. Apesar do fracasso da greve, é interessante observar o que o seu líder, José Ibrahim, falou sobre as atividades da VPR naqueles dias: ... .



1969

 Suas demais ações armadas - roubo de carros e lançamentos de bombas ..., foram coradas de êxito, e sigla "COLINA" já era respeitada pelas demais organizações subversivas.

 Na tarde 14 de janeiro de 1969, o COLINA assaltou, simultaneamente, os bancos da Lavoura e Mercantil de Minas Gerais, em Sabará, onde roubaram cerca de setenta milhões de cruzeiros.

 Ao mesmo tempo, o COLINA fazia contatos com outros grupos, da Bahia, de Goiás, e do próprio Rio Grande do Sul. No início de março, foi realizada a reunião prevista na Rua Miguel Lemes, no bairro de Copacabana, à qual compareceram representantes desses grupos.

 Participaram da reunião: Carlos Alberto Soares de Freitas, Juarez Guimarães de Brito, Maria do Carmo Brito, Apolo Heringer Lisboa, Herbert Eustáquio de Carvalho, Inês Etienne Romeu, Helvécio Luiz Amorim Ratton e Dilma Vana Roussef Linhares, pelo COLINA; Carlos Franklin Paixão Araújo e Antônio Luiz de Carvalho, pelo Rio Grande do Sul; Rafton Nascimento Leão, por um grupo de Goiás; Raul David do Valle Júnior e Ida Furstein do Valle, por Brasília; e um elemento de codinomes "Fabio" e "Patricio", representando um grupo da Bahia.

 Ainda no mês de março, o COLINA recebeu a incorporação de dois novos grupos, centrados na Guanabara: Núcleo Marxista-Leninista (NML) e a Dissidência da Dissidência (DDD), engrossando seus efetivos e tornando mais forte e importante a organização.

 O NML era liderado por: Jaime Walwiltz Cardoso ("Marcelo"), Francisco Celso Calmon Ferreira da Silva ("Túlio") e Alan Marinho de Albuquerque ("Alex").

 A DDD era liderada por: Jorge Eduardo Saavedra Durão, Sérgio Emanuel Dias Campos e Álvaro Arthur do Couto Lemos Neto, além de Fernando Luiz Nogueira de Souza, Cláudio Jorge Câmara, Carlos Minc Baumfeld, Wilson Thimóteo Júnior e sua esposa, Flávia de Camargo Cavalcanti de Thimóteo.

 Em 31 de março de 1969, o COLINA executou o assalto ao Banco Andrade Arnaud, na Rua Visconde da Gávea, nº 92, na Guanabara, onde foram roubados 45 milhões de cruzeiros e foi assassinado o comerciante Manoel da Silva Dutra.

 A última ação do ex- COLINA, enquanto organização, foi o assalto à Agência Urca do União de Bancos Brasileiros, na Guanabara, em 16 de junho, de onde foram roubados 27 milhões de cruzeiros.

 A partir desse mês, foi feita a fusão da organização com a VPR, dando origem à Vanguarda Armada Revolucionária-Palmares (VPR-P).

Fonte: ORVIL - Tentativas de Tomada do Poder.
Organizadores: Ten. Cel. Licio Maciel e Ten. José Conegundes do Nascimento.


1966

As sete bombas que abalaram Recife - Aeroporto de Guararapes.

 No entanto, antes de completarem quatro meses da explosão da primeira bomba, outras três vieram abalar a tranqüilidade de Recife. Como as anteriores não provocaram vítimas, desta vez os terroristas capricharam e se esmeraram para haver mortos e feridos. A justificativa para essas ações era protestar contra a visita a Recife do marechal Costa e Silva, candidato da Aliança Renovadora Nacional (ARENA) à Presidência da República. O alvo principal era o próprio Costa e Silva e sua comitiva.

 No dia marcado para a chegada do candidato, 25 de julho de 1966, explode a primeira bomba na União dos Estudantes de Pernambuco, ferindo com escoriações e queimaduras, no rosto e nas mãos, o civil José Leite.

 A segunda bomba, detonada nos escritórios do Serviço de Informações dos Estados Unidos, causou apenas danos materiais.

 A terceira, mais potente, preparada para vitimar o marechal Costa e Silva, atingiu um grande número de pessoas. Ela foi colocada no saguão do Aeroporto de Guararapes, onde a comitiva do candidato seria recebida por trezentas pessoas.

 O guarda-civil Sebastião Thomaz de Aquino, o "Paraíba", viu uma maleta escura junto à livraria Sodiler. Pensando que alguém a esquecera, pegou-a para entregá-la no balcão do Departamento de Aviação Civil (DAC).

 Ocorreu no momento uma grande explosão. A seguir pânico, gemidos e dor. Mais um ato terrorista acabara de acontecer, com um saldo de quinze vítimas.
Assim age o terrorista, indiscriminadamente, forma tão apregoada por Carlos Marighella, atingindo pessoas inocentes.


1968

 O ano de 1968 foi marcado pela intensificação de tumultos; atentados a bomba; assaltos a unidades militares para roubo de uniformes e armamentos; assaltos a pedreiras para roubo de explosivos; e assaltos a bancos. Greves por toda a parte abalavam a economia. A radicalização política era cada vez maior.

 Fatos marcantes no ano de 1968.

- Intensificação do movimento estudantil, levando à morte, em conflito com a polícia, o estudante Edson Luís;
- "Jornada de Junho" - com passeatas, depredações, queima de veículos;
- Explosões de bombas, saques e viaturas incendiadas de norte a sul do País;
- Assalto ao Hospital Militar do Cambuci para roubo de armas;
- Atentado a bomba no QG do II Exército, com a morte do soldado Mário Kozel Filho;
- "Justiça mento" do capitão do exército dos EUA Charles Chandler;
- "Justiça mento" do major do exército alemão Edward Ernest Tito Otto Maximilian Von Westernhagen;
- Atos de sabotagem em trens e fábrica de armas; e
- Assalto ao trem pagador na ferrovia Santos - Jundiaí, com a participação de Aloysio Nunes Ferreira, secretário-geral da Presidência da República e depois ministro da Justiça no governo Fernando Henrique.


1969

Seqüestro do embaixador americano 04/09/1969.

 As ações de violência atemorizavam a população, mas eram tantas que já não causavam o impacto desejado, pela freqüência com que aconteciam.

 Participaram da ação: Franklin de Souza Martins (Waldir)-DI/GB; Cid Queiroz Benjamin (Vitor)-DI/GB; Fernando Paulo Nagle Gabeira (Honório)-DI/GB; Cláudio Torres da Silva (Pedro)-DI/GB; Sérgio Rubens de Araújo Torres (Rui ou Gusmão)-DI/GB; Antonio de Freitas Silva (Baiano)-DI/GB; Joaquim Câmara Ferreira (Toledo)-ALN; Virgílio Gomes da Silva (Jonas)-ALN; Manoel Cyrillo de Oliveira Netto (Sérgio)-ALN; Paulo de Tarso Venceslau (Geraldo)-ALN; Helena Bocayuva Khair (Mariana)-MR-8; Vera Silvia Araujo de Magalhães (Marta ou Dadá)-MR-8; João Lopes Salgado (Dino)-MR-8; José Sebastião Rios de Moura (Anibal)-MR-8.

 Em troca da vida do embaixador, seguiram para o México, banidos do território nacional, pelo Ato Complementar nº 64, de 5 de setembro de 1969:

 Agonalto Pacheco da Silva; Flávio Aristides de Freitas Tavares; Ivens Marchetti de Monte Lima; João Leonardo da Silva Rocha; José Dirceu de Oliveira e Silva; José Ibraim; Luiz Gonzaga Travassos da Rosa; Maria Augusta Carneiro Ribeiro; Onofre Pinto; Ricardo Vilas Boas Sá Rego; Ricardo Zaratini Filho; Rolando Fratti; Vladimir Gracindo Soares Palmeiras; Gregório Bezerra; e Mário Roberto Zanconato.

 Desses, alguns, apesar de banidos, voltaram clandestinamente e reiniciam, mais preparados, depois de cursos em Cuba, a guerrilha no Brasil. Outros voltaram depois da Lei de Anistia, em 1979, e retomaram às atividades políticas, ingressando em partidos políticos e organizações não governamentais (ONGs) de esquerda.


Fonte: A Verdade Sufoca - A história que a esquerda não quer que o Brasil conheça.            
Autor: Carlos Alberto Brilhante Ustra.